Detalhes

A minha foto
Como em tempos escrevi. Eu não sei quem me achou mas perdi-me de novo. Estado de ofroma.

domingo, maio 24, 2020

Na segunda pessoa


Chega o momento em que não aguentas, em que te faltam as forças, onde colocas em causa tudo aquilo que fizeste, que viveste. Viras costas, olhar vago e gelado, com água, com mágoa, ausente do mundo, do futuro, desnorteado sem saber para onde olhar. Sentes que não tens chão, que não tens uma motivação, um objectivo.

Na realidade tens, mas em momentos como este não te recordas.

A essência, a luz, a energia da alma falham e colocas-te num campo de desmotivação psicológica. E normal, ninguém é perfeito por muito que o queiram. Ninguém consegue ser feliz uma vida inteira, mostrar o sorriso todos os dias, mostrar a verdadeira alegria e força.
Máscaras.

Relaxa, tudo passa, o tempo pode até não voltar atrás, também não o queiras, mas haverá tempo para te reergueres de novo, não fomos feitos para estar no chão, mas sim para fazer longas caminhadas.
Há-de chegar a hora de voltar a andar e de lutar pelos teus objectivos.
Com tempo, sem pressas, nem tudo tem que ser no aqui e no agora. Talvez mais tarde seja melhor.
Basta acreditares que podes tornar possível. 

terça-feira, janeiro 20, 2015

Para Ti...

...as tua ultimas palavras andam a ecoar na memória desde que as escreveste. Tens toda a razão quando dizes que não queres coisas pela metade "não sei amar pela metade", desculpa-me se puderes eu nem isso sei, não sei amar, talvez por que não acredite nessa coisa, 
Não me escondo de ninguém nem para ninguém, não rejo a minha vida pelo que possa aparecer ou não numa determinada sociedade, sou o que sou e a mais não sou obrigado. Obrigado sim sou a respeitar-te todos os dias, coisa que faço com a maior das satisfações pois é isso a que eu chamo amizade. Mas concordo contigo quando dizes  "onde não podes amar não percas tempo" apesar de anuir a este facto sou contra a maneira como o tu queres fazer, o teu radicalismo neste momento é onde não há amor não pode haver amizade, quando foi isso que esteve no principio de tudo, e o somatório desse tudo é uma amizade com a maior cumplicidade e conhecimento comum que pode haver, e é isso que eu não quero perder, nunca quis nem quererei. 
Sempre desejei ser a pessoa para te fazer feliz como mereces, com tudo incluído com as palavras que mereces ouvir , com as flores e carinho e miminhos e afins a que tens direito, infelizmente não o sou, aquilo que te posso dar é esta amizade imensurável.
Desejo-te mais do que desejo para mim, desejo que sejas muito feliz que realmente encontres essa pessoa que te eleve que faça de ti a Mulher mais feliz do mundo e arredores. 
Aquilo que desejo e não consigo deixar de desejar é que esta amizade este sentimento que faz de nós únicos nunca termine.







"A felicidade de um amigo deleita-nos.
 Enriquece-nos.
 Não nos tira nada.
 Caso a amizade sofra com isso, é porque não existe."











segunda-feira, agosto 11, 2014

Life is




...uma mistura de paranóia, autoparódia demente e uma inebriada paixão neurótica...

segunda-feira, julho 28, 2014

Wave





"My face above the water
My feet can't touch the ground,
Touch the ground, and it feels like
I can see the sands on the horizon
Everytime you are not around

I'm slowly drifting away (drifting away)
Wave after wave, wave after wave
I'm slowly drifting (drifting away)
And it feels like i'm drowning
Pulling against the stream
Pulling against the stream

I wish i could make it easy
Easy to love me, love me
But still i reach, to find a way
I'm stuck here in between
I'm looking for the right words to say

I'm slowly drifting, drifting away
Wave after wave, wave after wave
I'm slowly drifting (drifting away)
And it feels like i'm drowning
Pulling against the stream
Pulling against the stream"

segunda-feira, maio 26, 2014

Na cadeira, aonde me recosto, esqueço a vida que me oprime. Não me dói senão ter-me doído.




"A liberdade é a possibilidade do isolamento. És livre se podes afastar-te dos homens, sem que te obrigue a procurá-los a necessidade de dinheiro, ou a necessidade gregária, ou o amor, ou a glória, ou a curiosidade, que no silêncio e na solidão não podem ter alimento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo. Podes ter todas as grandezas do espírito, todas da alma: és um escravo nobre, ou um servo inteligente: não és livre. E não está contigo a tragédia, porque a tragédia de nasceres assim não é contigo, mas do Destino para si somente. Ai de ti, porém, se a opressão da vida, ela própria, te força a seres escravo. Ai de ti se, tendo nascido liberto, capaz de te bastares e de te separares, a penúria te força a conviveres. Essa, sim, é a tua tragédia, e a que trazes contigo.
Nascer liberto é a maior grandeza do homem, o que faz o ermitão humilde superior aos reis, e aos deuses mesmo, que se bastam pela força, mas não pelo desprezo dela.
A morte é uma libertação porque morrer é não precisar de outrem. O pobre escravo vê-se livre à força dos seus prazeres, das suas mágoas, da sua vida desejada e contínua. Vê-se livre o rei dos seus domínios, que não queria deixar. As que espalharam amor vêem-se livres dos triunfos que adoram. Os que venceram vêem-se livres das vitórias para que a sua vida se fadou.
Por isso a morte enobrece, veste de galas desconhecidas o pobre corpo absurdo. É que ali está um liberto, embora o não quisesse ser. É que ali não está um escravo, embora ele chorando perdesse a servidão. Como um rei cuja maior pompa é o seu nome de rei, e que pode ser risível como homem, mas como rei é superior, assim o morto pode ser disforme, mas é superior, porque a morte o libertou.


Fecho, cansado, as portas das minhas janelas, excluo o mundo e um momento tenho a liberdade. Amanhã voltarei a ser escravo; porém agora, só, sem necessidade de ninguém, receoso apenas que alguma voz ou presença venha interromper-me.


Tenho a minha pequena liberdade, os meus momentos de excelsis".

Fernando Pessoa

sexta-feira, março 14, 2014

tenho saudades de alguém que, mais que tudo, eu quero que seja aquilo que o meu desejo idealiza ser

"E quando chega a noite eu conto os minutos à espera de um sinal por ténue que este possa ser, um sinal da tua atenção. Porventura uma amostra de dedicação, assim o queiras, assim a queiras dispensar. Uma mensagem que seja (pode ser curta, pode ser mínima, desde que seja - e para isso basta um asterisco). Algo que revele curiosidade, ou quem sabe, preocupação com o meu bem-estar. Algo que atenue o desconforto que hoje sinto pela imitação da vida que vou levando sentado com um sorriso na sala de estar. Eles riem para mim. E eu vou anuindo cinicamente, ao mesmo tempo em que penso no vestido negro do qual falaste, como se fosses uma adolescente ansiosa pela sua primeira saída à noite.
Tenho saudades tuas.
Saudades de alguém que na verdade não conheço mas julgo entender. Melhor: tenho saudades de alguém que, mais que tudo, eu quero que seja aquilo que o meu desejo idealiza ser. Suponho que não o serás (não existe pessoa assim). Mas mostra-me esse vestido, tal como prometeste, e já agora levanta-o, levanta-o até à coxa... eu prometo que não te chateio mais. Pelo menos até a manhã voltar e eu realizar que acordei.
 
Sozinho."

domingo, março 09, 2014

Direito à resposta.

"como é bom culpar as vagas, os ventos, os infortúnios ou a má sorte, os erros dos outros... e tão simplesmente esquecer a nossa própria culpa nas escolhas que criam o nosso destino.... viver é assumir-se, conhecer-se, recriar-se e renascer!" by anónimo, 
Este é um comentário que me deixaram numa das minhas poucas publicações, concordo plenamente com esta citação se bem que n me revejo no culpar os outros, eu sou, fui e sempre serei um somatório das minhas escolhas. Caro anónimo(a) nunca culpei ninguém, as vagas que me refiro os ventos ou os infortúnios são causados por mim e só por mim é da minha vida que se trata n da vida dos outros n dos erros dos outros, se fui apanhado em algum erro de alguém, é porque esse alguém se cruzou quando tentava recriar-me e nascer. Quanto ao assumir-me e conhecer ninguém melhor do que eu se assume como o maior conhecedor de mim próprio. Resta agradecer pelo comentário.